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"Mulheres e Ditadura" é tema de debate em Dourados

  • Publicado: Quarta, 11 de Abril de 2018, 15h53
  • Última atualização em Quarta, 11 de Abril de 2018, 15h57

Palestrantes são mulheres que foram presas e torturadas durante Ditadura Militar

11/04/2018 10h31 - DouradosAgora

 

 

Nesta semana, a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) recebe as palestrantes Criméia de Almeida e Amelinha Teles, que participarão de quatro encontros que compõem o evento "Mulheres e Ditadura: Perspectivas de quem a combateu".

O evento é uma extensão da Semana de Relações Internacionais, da Faculdade de Direito e Relações Internacionais (FADIR), tendo sido organizado por organizações estudantis, com a participação de docentes e recursos do CNPq.

Nesta quarta-feira, dia 11 de abril, as duas palestrantes vão participar de uma roda de conversa com estudantes, às 14 horas na sala 5 do Bloco C, na Cidade Universitária.

Quinta-feira(12), às 19 horas, acontecerá a palestra "Ditadura e Guerrilha do Araguaia", no anfiteatro da Unidade 1 da UFGD, que fica na rua João Rosa Góes, 1761.

Na sexta-feira serão duas atividades, a primeira às 17h haverá uma roda de conversa com mulheres ligadas a movimentos populares, na Escola Estadual José Pereira Lins – o endereço é rua Gelcy Maria Teixeira Marcondes, 1932-1970 - Canaã II. Às 19h00 acontecerá a palestra "Gênero e Feminismos", também no anfiteatro da Unidade 1 da UFGD.

As palestrantes

Criméia De Almeida foi ex-guerrilheira no Araguaia, iniciou sua militância política na escola secundária. Cursou Enfermagem na Faculdade Ana Nery, no Rio de Janeiro, de cujo curso era presidente do diretório estudantil em 1968. Presa no Congresso de Ibiúna, após o AI-5 entrou para a clandestinidade e, militante do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), foi para a região onde posteriormente teve início a Guerrilha do Araguaia. Durante sua prisão foi torturada grávida e impedida de ver seu filho após o nascimento. Criméia mantém sua atuação política por meio da Comissão dos Familiares dos Mortos e Desaparecidos Políticos.

Amelinha Teles foi presa em 1972, foi levada à Operação Bandeirantes (Oban), onde foi submetida a sessões de torturas, que segundo seu depoimento foram realizadas, pessoalmente, pelo major do exército Carlos Alberto Brilhante Ustra. Amelinha é diretora da União de Mulheres de São Paulo, coordenadora do Projeto Promotoras Legais Populares, integra a Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos e é assessora da Comissão da Verdade do Estado de São Paulo "Rubens Paiva". 

Fonte:http://memoriasdaditadura.org.br/. DouradosAgora, 11/04/2018

Disponível em: http://www.douradosagora.com.br/noticias/dourados/eventos-colocam-em-debate-o-tema-mulheres-e-ditadura- 

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