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A reação

Guerrilha do Araguaia

Envio em: Quinta, 24 de Novembro de 2016, 22h00 | Voltar à página anterior

A Guerrilha do Araguaia foi um movimento armado desenvolvido pelo Partido Comunista do Brasil, PCdoB (dissidência do Partido Comunista Brasileiro - PCB), na região da tríplice fronteira entre os estados do Pará, Maranhão e Goiás (hoje Tocantins), tendo como objetivo central a derrubada do regime militar para, com isso, desencadear a Revolução Socialista no Brasil. Tinha-se, portanto, duas concepções distintas de se alcançar a revolução: uma, defensora da violência revolucionária, influência stalinista/maoísta; outra, adepta da revolução nas urnas, em consonância com as diretrizes do XX Congresso do Partido Comunista  da URSS, onde Primeiro-Secretário do Partido Comunista, Nikita Kruschev denunciou os crimes de Stalin e defendeu o fim da luta armada. Destarte, o Araguaia, para os líderes do Partido Comunista do Brasil, configurava-se como as etapas subseqüentes da luta revolucionária, isto é, o combate armado em forma de guerrilha nos moldes da guerrilha rural desenvolvida por Mao Zedong na China, pois a primeira fase para a consecução da Revolução, a formação de um partido político para guiar as massas, já havia sido concluída. Os dossiês do acervo do SNI evidenciam a atuação dos guerrilheiros, as ações do Exército, a participação da Igreja Católica na questão e mesmo a difícil situação da população local - entre o assédio dos guerrilheiros para que ingressassem em suas fileiras e da pressão dos militares para que entregassem os 'subversivos'. No acervo do SNI recolhido ao arquivo nacional há documentos que lançam luz sobre a atuação de locais como mateiros (pessoas com conhecimento em caminhar pela mata) e informantes, seja para a guerrilha, seja para o Exército.Sobre as operações militares, tem-se inúmeras informações, destacando-se registros de várias operações, entre elas a Operação Mesopotâmia e Operação Axixá. Essa última teve por objetivo reconhecer e levantar dados sobre a presença de elementos subversivos em Xambioá e nas cidades maranhenses e goianas de Imperatriz, Açailândia, Axixá, São Félix, Itaúba, Cidra, Gavião, Lagoa Verde, São Sebastião e Buriti.
Material dos guerrilheiros apreendido pelos militares. S.l., s.d.. Arquivo Nacional, Serviço Nacional de Informações, V8 ACE A049474


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