Ir direto para menu de acessibilidade.
Página inicial > A reação > A repressão ao movimento estudantil
Início do conteúdo da página
A reação

A repressão ao movimento estudantil

Envio em: Quinta, 24 de Novembro de 2016, 22h00 | Voltar à página anterior

A repressão ao movimento estudantil gerou vítimas, cujas circunstâncias de morte ou desaparecimento até hoje permanecem sem esclarecimentos.
Uma dessas vítimas foi Marco Antônio Dias Baptista (1954-1970). Paulista residente em Goiânia, era estudante secundarista e militante da Frente Revolucionária Estudantil vinculada à VAR-Palmares. Foi dirigente da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES) em 1968, sendo, no ano seguinte, preso por um dia. Em 1970, com 15 anos de idade, desapareceu no interior de Goiás, sob circunstâncias não esclarecidas. É o mais jovem brasileiro desaparecido político do regime militar no país.
Outra vítima, Honestino Monteiro Guimarães, era goiano de Itaberaí, nascido em 28 de março de 1947. Cursou geologia na Universidade de Brasília, até entrar para clandestinidade. Foi presidente da extinta Federação dos Estudantes da Universidade de Brasília (FEUB) sendo preso pela primeira vez em 1966. Em 29 de agosto de 1968, o campus da UnB foi invadido pela polícia, que realizou inúmeras detenções, entre ela a de Honestino. Entre 1969 e 1972 viveu em São Paulo, militando na AP e atuando como dirigente da UNE. Foi novamente preso no Rio de Janeiro, em 10 de outubro de 1973 pelo CENIMAR, e nessa ocasião integrava os quadros da Ação Popular Marxista-Leninista (APML). Seus familiares nunca mais o veriam. Seu nome consta da lista de desaparecidos políticos de que trata a Lei nº 9.140/95. Era casado e deixou uma filha.
Passeata de estudantes contra o descaso nas obras do restaurante Calabouço. Rio de Janeiro, 1968. Arquivo Nacional, Serviço Nacional de Informações, V8 ACE A038094


registrado em:
Fim do conteúdo da página