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A repressão

Operação Ibiúna

Envio em: Quinta, 24 de Novembro de 2016, 22h00 | Voltar à página anterior

Segundo o documento do SNI, Resultados dos processos de Ibiúna, o Serviço de Inteligência do Departamento de Ordem Política e Social - DOPS de São Paulo, vinha obtendo informações, desde a morte do estudante Edson Luiz, na cidade do Rio de Janeiro, em 28 de março de 1968, de que os grupos de esquerda contavam com a adesão do movimento estudantil e previam sua absorção em um movimento mais amplo e radical, chamado Movimento Proletário de Libertação. O DOPS descobriu que iria ser realizado o XXX Congresso da UNE e teria obtido, com antecedência, os principais itens do seu temário. Nos primeiros dias de outubro, já era conhecido o local escolhido para a realização do Congresso clandestino: Ibiúna, área metropolitana de Sorocaba. Completou-se a atividade de informações com levantamento topográfico do local, indicação de vias de acesso e saída, identificação dos postos de observações e segurança, dos estudantes etc. Um relatório completo foi elaborado com todos os dados e levado à apreciação das autoridades executivas. De posse de todos os elementos de informações, cuidou-se da ação repressiva. O DOPS uniu-se à Força Pública, que, com o 7º Batalhão de Caçadores, no dia 12 de outubro de 1968 efetuou a prisão de 693 estudantes no local conhecido como Sítio Murundu, no município de Ibiúna.


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